quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Do Início...

Acabo de despedir-me de um sonho, mas não restam lágrimas para chorar a perda, e as dores já não incomodam como faziam no passado. São meus olhos que já encontram-se ressecados? As cicatrizes no meu peito tornaram-me insensível?

Este é o início de histórias sem sentido, devaneios perdidos no horizonte de lágrimas que já não correm. Trarei os fragmentos que ainda não me foram corrompidos pelo ceticismo da ciência, o que resta daquela tão saudável loucura do jovem poeta, inocente, ingênuo, que acreditava na força do amor perfeito e no coração dos homens. Trarei os sonhos que ainda me restam (tão poucos, tão fracos), mas não prometo trazer Esperança (estamos brigados ultimamente).

De qualquer maneira, contarei histórias, mentiras com algum fundo de verdade. Se a Inspiração ajudar-me-á não sei, se Paciência acompanhar-me-á não sei, mas posso tentar, fingir ser poeta uma vez mais (ao menos até perder por completo o que resta de minha imaginação).

2 comentários:

Anônimo disse...

^^

lindo o texto.

:*

Marina disse...

Que isso hein :)