Relembrando Fallout 3...
Maybe you'll think of me when you are all alone
Maybe the one who is waiting for you
Will prove untrue, then what will you do?
Maybe you'll sit and sigh, wishing that I were near
Then maybe you'll ask me to come back again
And maybe I'll say "Maybe"
Maybe you'll think of me when you are all alone
Maybe the one who is waiting for you
Will prove untrue, then what will you do?
Maybe you'll sit and sigh, wishing that I were near
Then maybe you'll ask me to come back again
And maybe I'll say "Maybe"
(The Ink Spots - Maybe)
terça-feira, 9 de março de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Do Amor!
E eis que me pergunto se por todo esse tempo eu não vinha interpretando de maneira errada a origem dos meus versos, a motivação por detrás de cada palavra, cada letra... (interpretando de maneira errada minha vida).
Estou relendo aqueles que moveram meus dedos (e meu coração) pelos meus primeiros versos, meus primeiros poemas. Mestres da poesia que viveram cantando amores, tristezas e dores (temas nobres, ao meu ver, da poesia). Mas como podem ser tão sutis suas palavras a ponto de trazer aos poucos lágrimas aos olhos? Como o simples ritmo de um poema pode ditar nosso ritmo cardíaco e mover nossas emoções, intensificando-as como se nossos fossem os sentimentos de seus autores (sentimentos esses que talvez nem tenham existido, talvez não tenham sido tão fortes, tão intensos).
Pois apaixonado pelo decadentismo esqueci o que realmente me importava, aquilo que sempre fora o motor dos meus versos, da minha vida, o Amor. A unica palavra que nunca me abandonou, o único sentimento que nunca me deixou, a unica coisa que nunca deixei de buscar. Mas deixei-me iludir por aquilo que parece mais forte, o que choca mais, e aos poucos subjuguei o Amor à Dor e à Tristeza fazendo delas o motivo e objetivo da minha poesia. E foi assim que aos poucos percebi estar brigado com o Amor como se dele fosse a culpa da minha falta de eloquência.
Tolo! Quão tolo fui por perceber somente agora que o que trazia luz aos meus versos não era a sombra que me encobria (e quão estranha não ficou esta frase sendo escrita por uma sombra) . Fora um amante, e como amante fazia da poesia minha voz, então, sendo assim, como poderia continuar escrevendo uma vez que comecei a temer o Amor? Uma vez que me proibi de amar exceto em situações racionalmente viáveis? Deus! (e eis uma exclamação rara vinda de mim) Onde já se viu um amor "racional"? No fim trazia comigo apenas o medo eterno de amar e não ser amado, ou talvez o medo ainda maior de enfim ser amado e perder com isso o que restava do poeta que me forcei a ser.
Amor, enfim acho que essa é a resposta. A gentil e cruel sutileza nos versos mais belos, felizes ou tristes. Todo o resto é consequência. E talvez tenha sido preciso amar novamente, de forma nada racional, e perder este amor, para dar-me conta disso.
Pois bem, não terei mais medo do Amor, encararei novamente, com a face erguida e com minha pena em punho, suas flechas (escutou baixinho? Desafio-te a usar-me como alvo para tuas flechas! Vem! Tens medo agora?) e carregarei-as em meu peito. As que caírem, coitadas, seja por errar meu coração ou simplesmente por não terem chance de florescer, ou ainda por tristemente ter de murchar, eu pegarei e usarei o resto do meu sangue embebido por seu doce veneno (único em cada pequena flecha) para escrever um poema pelo amor que teve de partir e apimentar os poemas daqueles que haverão de vir.
Estou relendo aqueles que moveram meus dedos (e meu coração) pelos meus primeiros versos, meus primeiros poemas. Mestres da poesia que viveram cantando amores, tristezas e dores (temas nobres, ao meu ver, da poesia). Mas como podem ser tão sutis suas palavras a ponto de trazer aos poucos lágrimas aos olhos? Como o simples ritmo de um poema pode ditar nosso ritmo cardíaco e mover nossas emoções, intensificando-as como se nossos fossem os sentimentos de seus autores (sentimentos esses que talvez nem tenham existido, talvez não tenham sido tão fortes, tão intensos).
Pois apaixonado pelo decadentismo esqueci o que realmente me importava, aquilo que sempre fora o motor dos meus versos, da minha vida, o Amor. A unica palavra que nunca me abandonou, o único sentimento que nunca me deixou, a unica coisa que nunca deixei de buscar. Mas deixei-me iludir por aquilo que parece mais forte, o que choca mais, e aos poucos subjuguei o Amor à Dor e à Tristeza fazendo delas o motivo e objetivo da minha poesia. E foi assim que aos poucos percebi estar brigado com o Amor como se dele fosse a culpa da minha falta de eloquência.
Tolo! Quão tolo fui por perceber somente agora que o que trazia luz aos meus versos não era a sombra que me encobria (e quão estranha não ficou esta frase sendo escrita por uma sombra) . Fora um amante, e como amante fazia da poesia minha voz, então, sendo assim, como poderia continuar escrevendo uma vez que comecei a temer o Amor? Uma vez que me proibi de amar exceto em situações racionalmente viáveis? Deus! (e eis uma exclamação rara vinda de mim) Onde já se viu um amor "racional"? No fim trazia comigo apenas o medo eterno de amar e não ser amado, ou talvez o medo ainda maior de enfim ser amado e perder com isso o que restava do poeta que me forcei a ser.
Amor, enfim acho que essa é a resposta. A gentil e cruel sutileza nos versos mais belos, felizes ou tristes. Todo o resto é consequência. E talvez tenha sido preciso amar novamente, de forma nada racional, e perder este amor, para dar-me conta disso.
Pois bem, não terei mais medo do Amor, encararei novamente, com a face erguida e com minha pena em punho, suas flechas (escutou baixinho? Desafio-te a usar-me como alvo para tuas flechas! Vem! Tens medo agora?) e carregarei-as em meu peito. As que caírem, coitadas, seja por errar meu coração ou simplesmente por não terem chance de florescer, ou ainda por tristemente ter de murchar, eu pegarei e usarei o resto do meu sangue embebido por seu doce veneno (único em cada pequena flecha) para escrever um poema pelo amor que teve de partir e apimentar os poemas daqueles que haverão de vir.
Poesia (de um mestre)...
Acho que uma nova tendência desse espaço será divulgar coisas do meu interesse. É incrível como às vezes poucas palavras de outras pessoas dizem perfeitamente aquilo que morremos para escrever (e não conseguimos).
Bem, desta vez trago um poema que me remete a velhos tempos, velhos sentimentos (alguns não tão velhos assim).
Adeus, meus sonhos!
(Álvares de Azevedo)
Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Do Amor...
Ah o Amor! Meu sonho e minha perdição. Já vinha há algum tempo fugindo, com medo, do pequeno travesso alado que parece não ir muito com a minha cara. Mas talvez já seja hora de dar-lhe outra chance.
Pergunto-me o que faz do amor uma coisa tão desejável. Pois, convenhamos todos que já amaram, a amizade costuma mostrar-se algo sempre muito mais frutífero, mais tranqüila e, por que não, mais pura do que o amor (mas devo ressaltar que refiro-me aqui àquela amizade com toques de confidência, que ultrapassa coleguismos e que se funda numa profunda confiança e conhecimento do outro). O amor por outro lado mantém-se puro por algum tempo (às vezes) mas exige esforço, uma dedicação que toma nossas vidas e exige que mudemos em função do outro. Ele é egoísta e dominador, às vezes mentindo para si mesmo com palavras como confiança e liberdade. Liberdade é primeira coisa que o amante perde, muitas vezes na tentativa de construir a tão desejada (e idealizada) confiança.
E como nos iludimos com esses ideais. Toda essa confiança não é senão o quão bem escondemos o ciúme e fingimos acreditar no outro. Afinal, basta apenas um comentário malicioso de alguém que sabemos não ser digno de crédito para que tudo transforme-se em dúvida (e alguns tolos ainda deixam que isso fale mais alto do que a palavra daquele que se ama).
No fim, amamos aqueles que queremos para nós mesmos. Um ícone do egoísmo (às vezes beirando a escravidão) do ser humano, que submete-se como uma forma de submeter ao outro ao mesmo destino, dividindo suas amarras e assegurando-se do que é seu.
Mas, e peço que me chamem de tolo por isso, eu ainda acredito no amor puro e inocente da fantasia (o que seria desse poeta se não acreditasse nisso), onde o simples fato de amar muda o curso do mundo, fazendo com o que o sol curve-se diante da pessoa amada e a lua inveje os dois amantes. Aquele que faz o pequeno travesso se remoer ao ver que sua travessura não teve o fim esperado (ou talvez orgulhar-se de finalmente ter feito algo certo). O amor dos livros de história e dos versos dos poetas, puro, inocente, incondicional... (Tolo).
Como eu disse, meu sonho e minha perdição centram-se na busca insensata por essa inocência tão rara. Mas se a Esperança ainda me acompanha não vejo motivos, ainda, para desistir.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sugestão de Música:
Algo que não é de minha autoria, mas que vale a pena deixar por aqui.
Pain of Salvation - Gone
You are all defining me
Like you know me inside out
And if I let it get to me
You'd damage me beyond repair
And I have always done my best
To block it out and keep myself
But lately it has been so hard
And I don't know where I end and you start
These are the words that I have bled
These are the tears that I have shed
These are the bleak roads that I dread
This is the home which they led
Can you hear me now?
Can you see me now?
Can you touch me now?
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
And I have given more than most
I've fucking overdosed on honesty
But then when I've given everything
Then what will there be left of me?
And who'll stand by this troubled man
With a burning mind and a fever inside?
See, if I cannot direct this flame
It might just burn everything in its way
These are the words that I have bled
These are the tears that I have shed
These are the bleak roads that I dread
This is the home which they led
Can you hear me now?
Can you see me now?
Can you touch me now?
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone --
I just never seem to be enough
You're too many mouths to feed
Too many reached out hands to hold
Too many broken hearts to heal
And in the end, I'll spread too thin
And gently over-bleed
Sadly overestimating
The amount of me
I let you crawl into my head
I let you crawl under my skin
I let you taste every tear I've shed
I'm always letting you right in --
So crawl over the words I've bled
I'm not really there
Undress and crawl into my bed
I'm not really there
I'm gone
Oh yeah...
You see, deep inside I'm gone
http://www.youtube.com/watch?v=vbDwBXjosGA
Pain of Salvation - Gone
You are all defining me
Like you know me inside out
And if I let it get to me
You'd damage me beyond repair
And I have always done my best
To block it out and keep myself
But lately it has been so hard
And I don't know where I end and you start
These are the words that I have bled
These are the tears that I have shed
These are the bleak roads that I dread
This is the home which they led
Can you hear me now?
Can you see me now?
Can you touch me now?
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
And I have given more than most
I've fucking overdosed on honesty
But then when I've given everything
Then what will there be left of me?
And who'll stand by this troubled man
With a burning mind and a fever inside?
See, if I cannot direct this flame
It might just burn everything in its way
These are the words that I have bled
These are the tears that I have shed
These are the bleak roads that I dread
This is the home which they led
Can you hear me now?
Can you see me now?
Can you touch me now?
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone
Deep inside I'm gone --
I just never seem to be enough
You're too many mouths to feed
Too many reached out hands to hold
Too many broken hearts to heal
And in the end, I'll spread too thin
And gently over-bleed
Sadly overestimating
The amount of me
I let you crawl into my head
I let you crawl under my skin
I let you taste every tear I've shed
I'm always letting you right in --
So crawl over the words I've bled
I'm not really there
Undress and crawl into my bed
I'm not really there
I'm gone
Oh yeah...
You see, deep inside I'm gone
http://www.youtube.com/watch?v=vbDwBXjosGA
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Do Retorno...
Sim leitores, já faz mais de um ano desde que este tolo escritor despejou seus últimos devaneios neste espaço, mas creio já ser a hora de regressar com minhas histórias e reflexões sem sentido.
Muito aconteceu no ano que passou (e talvez deva dizer que ele passou longe de ser um ano "bom"), mas como o fluxo de um rio, o tempo segue seu curso independente do quanto ficamos agachados no canto chorando velhas mágoas e, acredito eu, que lágrimas demais já foram derramadas por um ano que já morreu.
Muito aconteceu no ano que passou (e talvez deva dizer que ele passou longe de ser um ano "bom"), mas como o fluxo de um rio, o tempo segue seu curso independente do quanto ficamos agachados no canto chorando velhas mágoas e, acredito eu, que lágrimas demais já foram derramadas por um ano que já morreu.
Infelizmente já cresci o bastante para entender que o simples fato de levantar-me depois de uma grande adversidade e perceber ao virar a última folha do calendário que já é hora de comprar um novo não são sinais de mudança (ah, mas como são tolas as promessas de fim de ano e os desejos ao fim de um relacionamento). Somos todos um personagem, toda aquela conversa que todos escutamos em nossas infância de como somos únicos e especiais não nos prepara para o modo como nossas personalidades serão construídas, entalhadas em nossas almas aos poucos até ficarem tão profundas que nos tornamos incapazes de alterá-las significativamente. Mas ainda assim nos enganamos dizendo que vamos mudar magicamente ao virar do dia.
Mas (e quão tolo pode ser um homem) ainda acredito na mudança, se não radical na hora que queremos ou talvez precisemos, mais sutil e demorada do espírito. Uma escultura não é feita de um dia para o outro e se apressada pode ter um resultado final diferente do esperado e desejado. Mas também nunca será concluída se for esquecida num canto.
Mas que seja. Chega dessa balbucia sem sentido! Relendo o que foi escrito vejo que não concordo com metade das idéias que escrevi...Vim para anunciar o retorno do pseudo-poeta, com seus quase-versos sem esperança e seus desabafos sem sentido. Inspiração ainda está brigada comigo e acho que ficou visível no texto acima, mas talvez seja a pirraça de uma mulher que não recebeu a atenção que merecia durante o último ano (às vezes damos atenção demais a coisas abandonadas pela Esperança e esquecemos daquelas que realmente valem a pena).
E peço que me desculpem pela falta de estética das palavras acima, meus dedos jazem enferrujados e minha mente (e coração) ainda estão dormentes. Mas nada que o tempo junto a novos sonhos (ou uma nova musa) não corrija...
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