Às vezes ocorrem eventos tristes, desagradáveis, inoportunos, em nossas vidas e não temos com quem compartilhar. E às vezes tais eventos ocorrem e pelos mais diversos motivos, acabamos nos abrindo justamente para o ator que originou aquela tristeza.
Qual não é a ironia quando aquela mulher que, ignorante do seu sentimento, ignorante da mágoa que lhe causou ao escolher outro, tenta lhe trazer o consolo de uma amiga, de uma boa amiga, mesmo sem entender todo o contexto, afinal, ela não sabe todo o contexto.
Qual não é a vontade de gritar e chamá-la de imbecil por não perceber que ela é a razão do meu estado. Mas sei bem que não é essa a verdade, o tolo sou eu, Pierrot, sempre correndo em silêncio atrás de minha Colombina, ela não sabe, ela não se importa, ela queria um homem, e eu me retirei da disputa antes de ter chance de ganhá-la.
Qual não é a vontade de gritar tentar novamente.
Qual não é a vontade de gritar...
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